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conheça a riqueza da literatura angolana

ÓSCAR  RIBAS

ÓSCAR Bento RIBAS  nasceu  em Luanda a 17 de Agosto de 1909.É flho de Arnaldo Gonçalves Ribas, natural de Guarda (Portugal), e de Maria da Conceição Bento Faria, natural de Luanda.Fez os estudos  primários  e secundários em Luanda, tendo  passado pelo Seminário-Liceu de Luanda. Poucos anos depois  da criação  do  Liceu  Salvador Correia de Luanda, viria em dois anos a  concluir aí o 5º  ano.

      Após uma estada em Portugal onde  estudou aritmética comercial, regressa a Angola  indo empregar-se na Direcção  dos Serviços  de Fazenda e Contabilidade.

        Residiu sucessivamente  nas cidades de Novo Redondo, actual Sumbe, e Benguela, Ndalantando e Bié. Foi em Benguela  que aos 22 anos de idade   se começaram a manifestar  os primeiros sinais  da doença  que, 14 anos depois,  o levaria à cegueira definitiva  aos 36 anos de idade.

         Considerado  fundador  da  ficção literária  moderna angolana, após António de Assis Júnior, Óscar Ribas iniciou a sua actividade   literária  nos tempos  de estudante do Liceu.A sua primeira fase  de publicações  começa com duas novelas: Nuvens que passam em 1927 e Resgate de uma falta em 1929.Segue-se  a segunda fase com Flores e espinhos (1948), Uanga (1950) e Ecos  da minha  terra (1952).

          No dizer do ensaísta e crítico literário  Mário  António, "Nesta última fase  se inicia a prospecção  da africanidade  na obra de Óscar Ribas"   para a qual  contribuíu decisivamente  " sua Mãe, D. Maria Bento Faria, protótipo  das senhoras  africanas  do outro tempo, mantendo vivas as fontes originais da sua própria  sabedoria".

           Em toda a produção literária  posterior, Óscar Ribas   demonstra   na verdade  uma propensão   pouco comum  entre os escritores da sua  geração e mesmo em gerações posteriores. Revela-se profundamente preocupado   com os temas  da literatura  oral, filologia,  religião tradicional  e  filosofia dos povos de língua kimbundu. Destas  preocupações  resultam  a  sua bibliografia dos anos  60, nomeadamente  Ilundo - Espíritos e Ritos  Angolanos (1958,1975); Missosso 3 volumes (1961,1962,1964); Alimentação   regional angolana (1965); Izomba - Associativismo  e recreio (1965); Sunguilando - Contos  tradicionais  angolanos (1967, 1989) Kilandukilu - Contos e instantâneos (1973); Tudo isto aconteceu - Romance autobiográfico (1975); Cultuando as musas - poesia (1992); Dicionário  de  Regionalismos   angolanos.

          Óscar Ribas  foi  por diversas  vezes distinguido com prémios  e títulos honoríficos: Prémio Margaret Wrong (1952), Prémio  de Etnografia do Instituto de Angola (1959), Prémio Monsenhor Alves da Cunha (1964). Quanto a títulos, com que foi agraciado: membro  titular  da Sociedade brasileira de Folk-lore (1954), Oficial da ordem  do infante  do governo português (1962), medalha  Gonçalves Dias  pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1968), Diploma de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura ( 1989)


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