COMBATE AO HIV/SIDA EM ANGOLA NÃO ESTÁ A SER O MELHOR
24/11/2005

Angola tem a mais baixa taxa de prevalência de HIV/SIDA da África Austral e a nível nacional apenas 2,8 por cento das mulheres grávidas são seropositivas.

Estes dados vêm contidos no relatório do programa da ONU contra o SIDA (ONUSIDA) que faz referência ao facto de 33 por cento das prostitutas, em Luanda, serem portadoras do vírus o que indica que a epidemia pode avançar.

Pombal Maria, da Coligação de Defesa dos Seropositivos, entrevistado pela Voz da América, avançou alguns dados estatísticos recolhidos por esta organização no país até Dezembro de 2004.

RM«Em termos estatísticos nós temos algumas informações que ditam para uma prevalência de 5.5 por cento e que na região Austral até agora é a mais baixa e nas trabalhadoras de sexo de 33 por cento no estudo que foi feito em Luanda».

Pombal Maria disse ainda que também foram feitos alguns estudos à nível das mulheres grávidas nas principais maternidades como Luanda, Benguela, Huíla, Cabinda e que indicaram sempre para uma prevalência baixa.

RM«Mas no entanto nos últimos estudos já começa a ser preocupante se tivermos em conta que a província do Cunene já tem uma prevalência alta que ronda os 9 por cento».

A principal preocupação da coligação tem sido para que haja terapia antí-retroviral a nível do país, para se evitar a propagação para as províncias do Cunene, Benguela, Huambo e Cabinda. RM«Mas as informações que nos chegam é que de facto já existe terapia na província do Cunene, Cabinda e Malanje que tem sido feita através dos Médicos Sem Fronteiras».

Existe alguma expansão mas que é ainda muito pouca no entender da coligação, tendo em conta que o HIV/Sida tem um crescimento geográfico geométrico que em dez anos é possível a prevalência num país subir a 40 por cento. A janela de oportunidades que o país tem está-se a fechar paulatinamente tudo porque muitos esforços têm sido feitos mas pode-se fazer muito mais.

Pombal Maria disse igualmente que a actual resposta que se tem dado ao HIV/Sida não se tem conjugado com a componente da prevenção, do tratamento e muito mais na componente técnica.

RM«Hoje já é possível controlar a doença e evitar-se mortes mas se virmos o plano estratégico nacional no estudo do impacto negativo do HIV/Sida, vamos ver que pelo menos um número aproximado a 40 mil pessoas poderão morrer no nosso país».

Além do mais os estudos apresentados no país têm uma margem de erro, se se tiver em conta que o sistema de saúde está degradado e que as análises são feitas em mulheres grávidas e grande parte das parturientes em Angola não recorrem às maternidades e é lá onde se fazem os referidos estudos.

No dia Mundial de luta contra o Sida, a assinalar-se a 1 de Dezembro do ano em curso, estarão cerca de oito mil alunos no pavilhão gimno-desportivo da Cidadela de Luanda, para apreciar a actuação das três peças de teatro vencedoras do concurso inter-províncias, no âmbito do festival de encerramento da campanha de sensibilização sobre o VIH/Sida nas escolas.

O programa conta com teatro, discursos e festival de música, bem como a entrega dos prémios aos alunos concorrentes.(Amélia Mendes)


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