Por que existem músicos que nunca saem do primeiro disco?

a) Porque são aventureiros
b) Falta-lhes criatividade
c) O mercado não ajuda muito
d) A culpa é da pirataria
 
 
Paulo Flores afirma que cantar com Filipe Mukenga será um privilégio
03/12/2008

O cantor e compositor angolano Paulo Flores garantiu, terça-feira, em Luanda, que cantar ao lado de Filipe Mukenga é um privilégio e um desejo que procurava alcançar há muito tempo.

Falando à Angop, na véspera do espectáculo ao vivo que realiza quarta-feira, na Casa 70, o artista informou que vai contar, nessa actuação, com o saxofonista angolano Nanuto e do guitarrista guineense Manecas Costa, afirmando estar em vias de concretizar um sonho: fazer dueto com Mukenga.

Segundo a fonte, o evento está a ser preparado de forma a não defraudar os «amantes do bom Semba», contando para o show com a participação dos instrumentistas Ciro Cruz, Boto Trindade, Hélio Cruz, entre outros.

O entrevistado referiu que «o evento vai ser de três horas, onde vou aproveitar para fazer uma incursão pelas músicas antigas e, também, algumas do meu próximo disco que sai já no primeiro trimestre de 2009».

«Vou cantar algumas músicas antigas que não canto, outras mais recentes, fazer um número com o Manecas Costa e um outro com o Filipe Mukenga. Vou cantar alguns clássicos africanos e uma melodia angolana dos anos 60 que nunca cantei», acrescentou.

Paulo Flores deu a conhecer, por outro lado, que o próximo CD será triplo para trazer três tipos de ritmos, Kizomba, Semba e um com músicas mais modernas e com estilos de Cabo Verde.

Para Filipe Mukenga, foi com enorme satisfação que recebeu o convite para participar no espectáculo de Paulo Flores ao vivo e vai procurar não defraudar os seus admiradores.

«Paulo revolucionou a forma de fazer Semba, um estilo que é a sua patente. E cantar com este intérprete e meu grande amigo, me engrandece de orgulho», frisou.

Paulo Flores, autor de um vasto reportório musical como «Marika», «Cabelos da Moda», «Inocente», «Belina», «Serenata Angola», «Minha Senhora», «Makalakato», «Ramiro», «Clarice» e «Xé Povo», é considerado um artista versátil e um dos grandes impulsionadores do ritmo Kizomba na década de 90, a par de Eduardo Paim e Ruca Van-Dúnem.

Nascido em Luanda, em 1972, Paulo Flores tem onze discos publicados: "Kapuete Kamundanda", 1988, "Sassassa", 1990, "Coração Farrapo", 1991, "Cherry", 1991, "Brincadeira Tem Hora", 1993, "Inocente", 1995, "Perto do Fim", 1998, "Recompasso", 2001, e "Xé Povo", 2005, além de um "Best Of" e um DVD ao vivo.

Vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes do corrente ano, foi terceiro classificado no concurso ?Top dos Mais ueridos2008?, realizado pela Rádio Nacional de Angola.

Fonte: Angop


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