Ao falar em conferência de imprensa, na apresentação do disco «Clássico da Minha Vida», Waldemar Bastos referiu que o trabalho foi feito com uma orquestra sinfónica, para além de ser o culminar de um ciclo de muitas pesquisas de vários estilos musicais angolanos, em particular e africanos, no geral.
«Eu sou um cantor sénior, que passei os cinquenta anos e estou, ao mesmo tempo, rejuvenescido. Bebi de muita experiência e, como tal, estou convicto que o álbum foi um trabalho bem feito e preparado para o mercado nacional e internacional», acrescentou.
A fonte adiantou que quando canta em palcos internacionais procura levar as raízes da cultura de Angola para cidadãos de outros países poderem conhecer um pouco mais sobre o seu.
«Ao cantar no Ocidente, por exemplo, levo o perfume, a harmonia, a beleza e a rosa de porcelana para o estrangeiro. Desta forma estou a colaborar para o engrandecimento deste belo e grande território, virgem e inexplorável a nível cultural», enfatizou.
Para o autor de «Pitanga Madura», ao ser acompanhado por uma orquestra sinfónica estrangeira não quer dizer que os músicos nacionais não sejam excelentes instrumentistas.
«Eu e a orquestra actuamos a bastante tempo e, por esta razão, temos uma relação de cumplicidade. Sem retirar mérito aos artistas nacionais que respeito muito, como o Boto Trindade e tantos outros», sublinhou. Segundo o compositor, a orquestra aparece para completar os clássicos que são as músicas angolanas por si só.
«Temas como «Biribiri» são clássicos internacionais e a orquestra apenas vem vestir o clássico com as vestes mais nobres», frisou.
Waldemar Bastos nasceu em 1954, em Mbanza Kongo, província do Zaire. Colocou no mercado fonográfico os discos «Estamos Juntos», «Angola Minha Namorada», «Pitanga Madura», «Pretaluz», «Renascer», entre outros.
Fonte: Angop