Juvelina Imperial, vice-governadora de Luanda para área social, acompanhou o cortejo fúnebre no qual participaram familiares, amigos e muitos fiéis das paróquias da Ilha do Cabo e São Pedro, às quais as jovens pertenciam
A vice-governadora disse que «o governo de Luanda está profundamente consternado com a morte das jovens que queriam ver de perto o papa Bento XVI. Estamos presentes para mostrar a nossa solidariedade com a dor das famílias enlutadas».
Juvelina Imperial acrescentou que o Governo Provincial de Luanda está a apoiar as famílias enlutadas desde a primeira hora do acidente, tanto em sentido moral como material «e por se tratar de perdas físicas, este apoio vai continuar porque as mães das falecidas ainda precisam de muita assistência».
Belmiro Chissengueti, pároco da igreja São Pedro Apóstolo, ao fazer o discurso fúnebre disse que Celina Inhala, natural da província do Zaire, 23 anos, era uma jovem de muita fé, que durante a adolescência frequentou a catequese na paróquia de São Pedro Apóstolo, centro de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Rocha Pinto. O pároco salientou que baptizou Celina no dia 2 de Outubro de 2005 e fez o seu crisma em Outubro último.
«Celina Inhala frequentou também o curso de catequese auxiliar e começou a desempenhar a função de catequista no mês de Fevereiro do ano em curso. Estava a frequentar o ensino médio no curso Ciências Económicas e jurídicas. Celina era a alegria dos pais e dos amigos», frisou o padre Belmiro Chissengueti
No discurso fúnebre de Ana João, 21 anos, Vincent M?bra, pároco da igreja de Nossa Senhora do Cabo, na Ilha de Luanda disse que ela tinha uma fé exemplar. Depois de frequentar a catequese, começou a trabalhar de forma activa na paróquia pertencendo ao grupo vedeiro, e participava no dízimo da paróquia. No mês de Maio de 2008, Ana recebeu a sua primeira comunhão e estava a preparar-se para fazer o crisma.
Estudante da 10ª classe, Ana João era a cassula de cinco irmãos o elo de ligação entre os pais e os manos mais velhos.
Fonte:JA