Menos de 40% das mães do mundo permitem que seus filhos só se alimentem com leite materno nos seis primeiros meses de vida, conforme recomenda a OMS. Muitas abandonam o aleitamento porque não sabem como fazer o bebé agarrar o seio, ou sentem dor e desconforto.
«Quando se trata de fazer na prática, elas não têm apoio», disse a especialista da OMS Constanza Vallenas a jornalistas em Genebra, onde fica a sede da agência da ONU.
O problema, segundo ela, ocorre em países ricos e pobres, e precisa ser combatido a partir de hospitais, clínicas e centros comunitários.
A OMS alertou também para a necessidade de consciencializar as grávidas quanto à sua vulnerabilidade às gripes comum e H1N. A agência defendeu que as grávidas tenham prioridade para receber antivirais como o Tamiflu, especialmente nas primeiras 48 horas a partir do aparecimento de sintomas gripais.
«As grávidas, quando ficam gripadas, estão em risco e devem ir ao médico», disse a porta-voz Aphaluck Bhatiasevi. «É realmente essencial para as grávidas buscarem medicação».
A OMS recomenda que os bebés comecem a mamar no peito uma hora depois de nascerem, e que consumam apenas o leite materno durante seis meses -o que exclui água, sucos ou alimentos sólidos.
A amamentação dá à criança nutrientes vitais, além de reforçar seu sistema imunológico, prevenindo contra doenças como diarreia e pneumonia. O leite em pó não fornece a mesma imunidade, e a água das torneiras em muitos lugares do mundo vem contaminada.
Vallenas disse que, se o índice de aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida chegasse a 90%, seria possível evitar cerca de 13% das 10 milhões de mortes anuais de crianças menores de cinco anos.
Em nota divulgada a propósito da Semana Mundial da Amamentação, de 1º a 7 de Agosto, a directora-geral da OMS, Margaret Chan, disse ser importante dar apoio para que mães em zonas de desastres continuem ou recomecem o aleitamento.
«Durante emergências, doações não-solicitadas ou descontroladas de substitutos do leite materno podem prejudicar a amamentação», informa.
Fonte:uol