Ginga Produções edita 70 mil cópias do novo disco de Filipe Mukenga
20/10/2009
A Ginga Produções colocará no mercado discográfico nacional e internacional 70 mil cópias do disco «Nós somos nós» do músico angolano Filipe Mukenga.
Segundo a gerente de markentig do grupo Aldeia, instituição responsável pela distribuição do produto no mercado fonográfico nacional, Ana Carla Lopes, estes números referem-se apenas a primeira fase, estando em estudo nova edição em função da procura do pública. Para o mercado angolana, acrescentou a fonte, estão canalizadas 10 mil cópias do «Nós somos nós», sendo que mil foram já comercializadas em meia hora na sessão de apresentação realizada no dia 15 deste mês no Belas Shopping, na capital angolana. A fonte da Angop informou ainda que outras três mil cópias estão já requisitadas por uma empresa, enquanto seis mil vão ser colocadas à disposição do público em sessão a ter lugar no Parque da Independência, em Luanda. «Podemos afirmar que o lançamento foi um verdadeiro sucesso, pois reuniu centenas de personalidades de destaque no meio cultural, político e intelectual, para além de ter resultado nesse bom nível de comercialização do álbum» – disse a representante do grupo. Carla Lopes informou também que, no plano de inserção deste produto cultural no mercado, 10 mil discos serão colocados à venda no Brasil, na FNAC, em Novembro, e 50 mil serão canalizados para o Japão, França, Portugal e Suíça, inicialmente. Satisfeito com os resultados do lançamento, o presidente do grupo Aldeia, Raimundo Lima, enfatiza o carácter de responsabilidade social deste e de outros projectos. «Entendemos que as nossas empresas devem aplicar parte da receita em acções sociais e, notadamente, em apoios culturais para elevar cada vez mais em Angola e no exterior os fortes valores artísticos deste país. Já está nos nossos planos desenvolver grandes projectos, envolvendo a integração de nomes locais e estrangeiros, a fim de promover trocas de experiências e tornar exponencial o potencial existente dos artistas que precisam ser resgatados e lançados internacionalmente em grande estilo, como começamos a fazer com Filipe Mukenga», frisou. Adiantou que entre os próximos alvos da acção da Ginga Produções, para catapultar uma carreira internacional sólida e consistente, estão, entre outros, Mito Gaspar e Dodô Miranda. Para tanto, prossegue, o grupo está a montar uma estrutura internacional de produção, divulgação, agenciamento e distribuição dos trabalhos desses artistas com articulação em vários países e trazendo pessoal da melhor qualidade para essa estrutura, entre angolanos e estrangeiros. «Nós Somos Nós» é um disco gravado no Brasil, sob direcção do artista brasileiro Zeca Baleiro, do qual participaram Zeca Baleiro, Martinho da Vila e Ivan Lins. As gravações deste seu quarto disco iniciaram-se em Dezembro de 2007, em São Paulo, Brasil. O disco conta com as participações de Zeca Baleiro, produtor em todos os aspectos (desde os arranjos à apresentação gráfica), partilhando ainda a interpretação do tema «Uma Volta e Meia». O maestro e compositor Ivan Lins participa no tema «Aprisionar a Negra Noite», que tem o poema escrito pela jornalista brasileira e amiga de Mukenga, Cláudia Noronha. Com Martinho da Vila, o angolano cantou o tema «Paquete», no qual diz ser «possível mostrar que, de facto, há afinidade muito grande entre o semba e o samba». Cantor e compositor, Filipe Mukenga é natural de Luanda, onde nasceu a 07 de Setembro de 1949. Com um repertório personalizado, traduzido em canções inspiradas nos ritmos e nas línguas nacionais e com teor internacional grande, o autor procura estar perto do seu continente, como da Europa e da América. Impulsionado pelos Beatles, em 1964, que faziam sucesso em todo o mundo, Filipe Mukenga iniciou-se na música apresentando-se no Cinema Restauração e no programa «O Chá das Seis». Entre 1964-1969 integrou vários grupos que naquele tempo proliferavam em Luanda, entre os quais Os Brucutus, os Indómitos do qual foi vocalista, The five Kings, com Mello Xavier nos teclados e na voz, The black Stars, de Gégé Belo, os Rocks, de Eduardo Nascimento, os Electrónicos, com Vum-Vum na voz, os Jovens, com Mário Bento, Mário Eduardo, e Apollo XI. Em 1990 grava em Lisboa e para a EMI - Valentim de Carvalho, o seu primeiro disco intitulado «Novo Som», tendo quatro anos depois editado em Paris, França, o disco «Kainda Kianda». Ainda em Paris, grava, em 1996, contando com a participação de outros cantores angolanos e não só, o lítero-musical intitulado "O Canto da Sereia, o Encanto", em que é co-autor com Filipe Zau. O terceiro disco, intitulado «Mimbu Iami», sai a público em 2003.
Fonte: Angop
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