É satisfatório o trabalho das empresas de recolha de lixo em Luanda?

a) Uma verdadeira vergonha
b) Não estão capacitadas para esse trabalho
c) O Governo deveria rever os contratos assinados
d) Há que repensar todo o sistema
 
 
Governante reconhece necessidade de melhoria da governação em África
27/10/2009

O ministro angolano da Educação, António Burity da Silva, reconheceu nesta segunda-feira em Frankfurt, Alemanha, que na história de África há governantes que não estão isentos de falta de boas práticas na governação, tal como também ocorreu e ocorre em outras partes do mundo.

Discursando no seminário internacional sobre «Inovações Curriculares, Educação para a Paz e Luta contra a Pobreza na África Subsahariana», iniciado sábado, Burity da Silva, acrescentou que, também é certo, países ocidentais houveram que, por razões de conveniência, «não só fecharam os olhos a essas más práticas como chegaram a compactuar com as mesmas sempre que lhes interessaram».

«Não deixa de ser também verdade que a grande maioria dos países africanos, após as suas independências, a partir da década de 60, em vez de uma autonomização passaram a encarar uma pesada dívida externa e posteriormente, a imposição de Programas de Ajustamento Estrutural impostos pelas agências financiadoras, que se revelaram inadaptados às realidades dos nossos países e provocaram efeitos perversos», acrescentou.

Segundo o ministro Burity da Silva, esta situação foi a grande motivadora do facto de não haver aumento da produção, logo, não houve crescimento económico, nem desenvolvimento.

«Muitos dos montantes reservados à educação e à saúde acabaram no pagamento do esforço da dívida africana ao ponto de, em 1992, a acumulação dos atrasos no pagamento da mesma representar 32% das exportações de toda a África sub-sahariana», realçou.

Por outro lado, citou o Sínodo dos Bispos Africanos reunidos no Vaticano até a semana passada, que considera que a tarefa da Igreja Católica, enquanto parceiro social da Educação, deve assentar na necessidade de libertar os africanos de todo o medo, inclusive do provocado pela magia e pelo ocultismo, assegurar a formação, desafiar um passado de colonialismo e exploração, resistir às ameaças da globalização, e criar um quadro jurídico internacional que controle as multinacionais, as indústrias de extracção e o tráfico de armas.

O evento tem os apoios da Cooperação Técnica Alemã para o Desenvolvimento (GTZ) – mandatada, esta, pelo Ministério Federal da Cooperação Económica e do Desenvolvimento (BMZ) – e do Bureau Internacional da Educação (BIE) – uma instituição da UNESCO.

Fonte: Angop


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